Sobre

Coletivo IMuNe – Instante da Música Negra

Formado por Bia Nogueira, idealizadora do coletivo, Cleópatra, Gui Ventura, Maíra Baldaia, Raphael Sales e Rodrigo Negão,  o Coletivo IMuNe Negra, e uma plataforma de criação artística que conecta presencial e virtualmente artistas negros da música, desconstruindo este histórico de invisibilização das pessoas negras e revelando sua potência que vibra desde sempre e cada vez mais.

O projeto IMuNe – Instante da Música Negra, nasce em 2016, da necessidade de criar um espaço que contemple a música produzida por negras e negros. Com a ideia de reunir nomes da nova geração da música mineira, promover encontro entre as gerações, distribuir produtos fonográficos, realizar a produção de trabalhos ligados à música como vídeo clipes, programas de web, banco de dados online e agenciamento de artistas, criou-se o conceito de instante. Um momento que vai além da escuta, um espaço para provocar o questionamento: “Quais são os instantes em que a música produzida por negros ocupa os palcos e meios de comunicação no Brasil? Essa interrogação nos conduz a promover a reflexão e o debate político acerca do racismo que invisibiliza negras e negros e a realizarmos ações que visam solucionar e erradicar essa mazela. Esse trabalho vem sendo realizado desde o surgimento do coletivo em 2016, com mostras, festivais, residências artísticas, shows e lançamentos de CDs e Video Clipes.

Mais do que uma ação afirmativa e de reparo aos artistas negros, esse conceito se fortalece à medida em que favorece o debate sobre uma questão social muito importante no Brasil. A influência dos negros na música brasileira é inquestionável e basilar, mas, a representatividade não corresponde à realidade; o mercado compreende a potência da música negra e faz uso dessa potência em diversos gêneros, no samba, no Sertanejo, no Rock, no Funk e tantos outros, entretanto, quando se trata de monetizar essas potências, os artistas e produtores negros não são os beneficiados, por vezes somos apagados daquilo que nós mesmos criamos, isso é dos um sintomas do racismo estrutural de um país que tem gosto pelo o que é derivado de negrx, mas não  aceita a presença negra.

A experiência dos artistas negros no Brasil tem sido de constante invisibilização por parte da iniciativa privada e seus agentes. Apesar de toda essa estrutura criada na intenção de ofuscar nosso trabalho, gerações de artistas e empreendedores negrxs resistem. E o encontro com o público é um alento, já que a adesão deste nos eventos promovidos pelo coletivo é irrevogável e substancial.

É preciso reconhecer, valorizar e dar visibilidade aos profissionais negrxs de todo ecossistema da música, não apenas compositorxs, cantorxs e instrumentistas, mas sim xs agentes em todos os elos dessa cadeia produtiva musical. E nessa direção que temos trabalhado incansavelmente, tendo realizadas ações relevantes num curto espaço de tempo.

Objetivos do Coletivo

  • Trabalhar sempre em direção da erradicação do racismo
  • Fomentar e difundir o trabalho artístico de negras e negros. 
  • Contribuir para ampliar o acesso de artistas negrxs às feiras,  rodadas de negócios do mercado musical e os palcos dos Festivais de música.
  • Contribuir para a cena da música negra belorizontina e, consequentemente, para o cenário da música nacional.
  • Contribuir para que mais pessoas negras se apropriem do setor cultural não apenas sendo artistas, mas também produtorxs, curadorxs, patrocinadorxs, dentre outras categorias do setor. Assim  pessoas negras ocuparão todas as etapas do ecossistema musical.  
  • Estimular os produtores e donos de festivais e feiras, para que haja mais artistas negrxs nos grandes palcos do Brasil. 
  • O FESTIVAL IMUNE irá se estabelecer regionalmente e nacionalmente como uma plataforma, para que possa ampliar cada vez mais o fomento às carreiras de artistas negrxs.
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